Efeitos das mudanças climáticas em crianças e adolescentes
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Painel sobre efeitos das mudanças climáticas em crianças e adolescentes é realizado no Pavilhão da UNAMAZ na COP 30
Jhanela Rodriguez Tuanama, de 15 anos, pertencente ao povo indígena Ishichiwi Pueblo Quechua, do Peru, relatou durante a COP 30 que, entre os diversos desafios enfrentados por sua comunidade, o desmatamento é um dos mais presentes e que “as plantas não nascem por causa do solo deteriorado”. Para Jhanela, “as crianças e os jovens precisam ser escutados nessa discussão sobre as mudanças climáticas”. O depoimento foi dado no painel “Justiça Climática e Impacto das Mudanças Climáticas sobre a Infância”, realizado neste sábado (15), no Pavilhão da Associação de Universidades Amazônicas (UNAMAZ), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém (PA).
Outro relato marcante no painel foi o da indígena Alejandra Yuave, do povo Jivi, da Venezuela. “Precisamos continuar trabalhando em defesa da natureza. Aproveitarmos os nossos saberes ancestrais, ou seja, viver como somos, na natureza. Devemos respeitar sempre nossa Mãe Terra”, destacou.
Para a Professora Doutora Nazaré Imbiriba, coordenadora do projeto “As Crianças da Amazônia”, desenvolvido pela UNAMAZ, UNICEF e Universidade Federal do Pará (UFPA), o painel foi significativo por reunir pessoas de diferentes faixas etárias — adolescentes, jovens e adultos — e de distintas procedências, incluindo povos tradicionais, como indígenas, além de acadêmicos. “Discutimos o impacto de tudo o que ocorre sobre uma população mais desamparada, que são as crianças da Amazônia, povos marginalizados”, afirmou a educadora, ao lado do professor doutor Mariano de Castro, integrante do Conselho Consultivo da UNAMAZ.
O encontro, como reforçou Nazaré Imbiriba, contribui para fortalecer o trabalho conjunto entre instituições de diversas origens, mas com o mesmo propósito. “É preciso continuar atuando na defesa da cidadania amazônica”, enfatizou a professora e secretária-executiva da UNAMAZ.
Essa visão é compartilhada por Leobadis Gonzalez Morais, do povo indígena Wayuu. “Precisamos compartilhar conhecimentos e práticas entre pessoas e países e, em especial, com crianças de 8 a 11 anos, por exemplo, para fortalecer a mobilização pela preservação dos bens ambientais e da cultura dos povos originários”, ressaltou.
Na avaliação de Moa Cortobus, Assessora Técnica para Resiliência Climática e Ação Antecipatória da Save the Children Foundation, “as crianças e jovens recebem os efeitos das mudanças climáticas, mas também têm muito a contribuir com propostas e ações pela preservação dos biomas do mundo”.
Os trabalhos do painel foram acompanhados pelo Professor José Seixas Lourenço, Presidente Pro Tempore da UNAMAZ.








